Filmes do primeiro semestre de 2009
Todos os filmes lançados no Brasil de 1º de janeiro a 30 de junho de 2009 que tive a oportunidade de conferir até o momento. O Casamento de Rachel, que estreou oficialmente por aqui em fevereiro, não aparece na lista porque foi visto na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo em 2008. 01) A Garota Ideal (Lars and the real girl) 02) Intrigas de Estado (State of play ) 03) Star Trek 04) Gran Torino 05) Valsa com Bashir (Vals im Bashir) 06) Dúvida (Doubt) 07) Duplicidade (Duplicity) 08) Charlie: Um grande garoto (Charlie Bartlett) 09) A Janela (La ventana) 10) Quem quer ser um milionário (Slumdog Millionaire) 11) Sinédoque, Nova Iorque (Synecdoche, New York) 12) A Troca (Changeling) 13) O leitor (The reader) 14) Sim, senhor (Yes man) 15) O curioso caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button) 16) Austrália (Australia) 17) X-Men Origens - Wolverine (X-Men Origins - Wolverine)
Escrito por Lucie Ferreira às 11h24
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Top 6
Diretores com menos de 40 anos Com apenas 25 anos de idade, Orson Welles dirigiu Cidadão Kane, além de co-escrever e atuar. Aos 33, Martin Scorsese realizou Taxi Driver. Francis Ford Coppola levou O Poderoso Chefão às telas aos 34 anos. Glória feita de sangue, o primeiro grande filme de Stanley Kubrick, foi filmado quando o diretor tinha 28 anos. Quem seriam os grandes diretores da atualidade com a genialidade comprovada no cinema antes de atingir a idade do lobo? 1) Paul Thomas Anderson Idade: 38 anos Por que merece estar na lista? Diretor e roteirista talentoso, Paul Thomas Anderson realizou Boogie Nights (1997) aos 27 anos. Acumula 26 prêmios no currículo e dirigiu o excelente Sangue Negro. 2) Spike Jonze Idade: 39 anos Por que merece estar na lista? Antes de dirigir o cult Quero ser John Malkovich, já era famoso por alguns videoclipes geniais, como Sabotage (Beastie Boys) e Buddy Holly(Weezer). E ainda levou Adaptação às telas. 3) Christopher Nolan Idade: 38 anos Por que merece estar na lista? O diretor londrino, que alcançou a fama com Amnésia, foi o responsável por ressucitar Batman em dois ótimos filmes. Sem esquecer o suspense surpreendente O grande truque. 4) Marc Forster Idade: 39 anos Por que merece estar na lista? O diretor alemão tornou um filme como A Passagem uma obra interessante. Seu modo de narrar histórias resultou no biográfico Em busca da Terra do Nunca e no imperdível Mais estranho que a ficção. 5) Edgar Wright Idade: 35 anos Por que merece estar na lista? Tanto em Todo mundo quase morto como em Chumbo grosso, Edgar Wright comprovou a verve para realizar paródias inteligentes e engraçadas. A cada projeto, muitas expectativas. 6) Daniel Burman Idade: 35 anos Por que merece estar na lista? Um dos melhores diretores do cinema argentino contemporâneo, Burman é responsável pelas comédias dramáticas O Abraço Partido e As leis de família, ambas protagonizadas por Daniel Hendler.
Escrito por Lucie Ferreira às 16h40
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Top 6
Filmes subestimados
Há filmes que simplesmente adoramos, mas sabemos que a crítica não compartilha da mesma opinião. Pensando nisso, me inspirei em uma lista divulgada em outros blogs e criei o meu Top 6 dos filmes subestimados, tendo como termômetro o site Rotten Tomatoes, que agrega a opinião de críticos do mundo todo. Aproveite e confira também outros subestimados na opinião do Cine Resenhas e do Blog do Vinicius.
1) Cidade dos Anjos (City of Angels) Certificado Rotten Tomatoes: 60% OK, 60% ainda é considerado "fresco" para os padrões do Rotten Tomatoes, só que é um tanto baixo para um filme que figura nos meus 100 preferidos. Inspirado no alemão Asas do Desejo, de Wim Wenders, pode não ter o contexto político do original, mas conta uma história de amor quase impossível com muita sensibilidade, levantando questões como a fé e a crença em Deus. Por causa desta película descobri Paris é uma festa, de Ernest Hemingway, um de meus livros preferidos, e ouvi muito a trilha sonora.
2) Tropa de Elite Certificado Rotten Tomatoes: 52% Este filme é um verdadeiro caso de "ame ou odeie". Vencedor de vários prêmios, inclusive o Urso de Ouro do Festival Internacional de Cinema de Berlim, mostra de forma frenética e violenta o cotidiano do Capitão Nascimento no BOPE e a seleção dos novos recrutas. A crítica norte-americana condenou o modo "nazi-fascista" como a história é conduzida pelo diretor José Padilha. E justo a nação que elegeu Bush Jr. duas vezes à presidência e ovacionou Quentin Tarantino, um fetichista por violência. 3) Os Donos da Noite (We own the night) Certificado Rotten Tomatoes: 55% Parece que as atuações excepcionais de Joaquin Phoenix e Robert Duvall, somadas a uma grande direção, trilha sonora oitentista e muitas qualidades técnicas - sem esquecer o roteiro - não fizeram muita diferença para a crítica especializada. Este filme do gênero policial é cool e muito bem realizado, com um elenco sincronizado e sequências de ação que causam tensão, afinal o que está em jogo é a sobreviência de uma família em meio a mafiosos russos que traficam drogas em uma Nova Iorque nada glamourosa.
4) Perfume: A história de um assassino (Perfume: The Story of a Murderer) Certificado Rotten Tomatoes: 57% Eu até compreendo porquê o público não deu a mínima para esta adaptação do best seller de Patrick Süskind, afinal é um suspense dramático, com toques de filme de arte e quase duas horas e meia de duração. Entretanto, em meio a tantas qualidades, como os tais críticos puderam ignorar as peculiaridades desta obra? O alemão Tom Tykwer conseguiu captar tão bem as imagens que a película chega a exalar aromas, e cada fotograma parece uma pintura, com suas cores, luzes, sombras... e a inexplicável beleza de Rachel Hurd-Wood.
5) Separados pelo casamento (The Break-Up) Certificado Rotten Tomatoes: 34% A sociedade norte-americana não entendeu este longa, já que foi vendido erroneamente como uma comédia romântica estrelada por Jennifer Anniston, quando na verdade é um drama - do mesmo modo que A Vila, de M. Night Shyamalan, foi divulgado como um filme de terror. O que muita gente pode considerar uma interminável briga de casal é, para mim, um reflexo de muitos relacionamentos amorosos atuais: quando chega ao nível da incompatibilidade extrema, não são os jogos de ciúmes que vão reverter a situação. 6) Mar de fogo (Hidalgo) Certificado Rotten Tomatoes: 46% Após o estrondoso sucesso de O Senhor dos Anéis, o talentoso Viggo Mortensen viu sua carreira ascender e foi convidado a ser o protagonista de uma aventura com pitadas de western filmada no deserto. O ator aceitou o desafio, afinal já tinha experiência com montaria e histórias com toques épicos. Embora essa empreitada tenha resultado em um ótimo filme - e com um orçamento estimado em 100 milhões de dólares -, tanto público como crítica não deram muito valor para o cowboy e seu cavalo mustang.
Escrito por Lucie Ferreira às 00h09
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Sucesso teletransportado
Adaptação moderna de série de aventura espacial vai muito além do visual Não bastasse ser um dos profissionais mais badalados da TV norte-americana, J.J. Abrams, criador do fenômeno Lost, foi o escolhido para adaptar ao cinema a série-chave da cultura televisiva ocidental de ficção científica: Star Trek. Vale destacar que sua nova empreitada não é voltada exclusivamente para o nicho trekker, pois consegue agradar à platéia ávida por diversão com conteúdo e não familiarizada com o universo criado por Gene Roddenberry, respeitando os principais alicerces da série protagonizada por Capitão Kirk e Spock. É inquestionável que, mesmo quem sequer assistiu a um episódio do programa de TV sessentista, tem algum tipo de conhecimento sobre as missões da Enterprise e os valores prezados por seus tripulantes: ela foi absorvida pela cultura pop de tal modo que é constantemente citada na sitcom nerd The Big Bang Theory, sem esquecer as inúmeras referências em Heroes e a genial paródia cinematográfica Heróis fora de órbita (Galaxy Quest), de 1999. Levando a popularidade do seriado em consideração, a tarefa de Abrams não era simplesmente captar o espírito trekker com sua experiência e ousadia, mas conferir ação e emoção ao brilhante roteiro de Roberto Orci e Alex Kurtzman. A história tem início com o nascimento de James T. Kirk, enquanto seu pai salvava a vida da tripulação da USS Kelvin, incluindo a esposa grávida, nos poucos minutos que esteve no comando da nave atacada por romulanos. Em poucos minutos de projeção, uma das sequências de ação mais vibrantes do filme surge na tela: o pré-adolescente e rebelde Kirk furta o valioso carro do padrasto e o dirige por uma estrada de Iowa ao som de Sabotage, dos Beastie Boys. Enquanto isso, no planeta Vulcano, o jovem Spock é provocado por colegas e revida, com violência, as ofensas feitas a sua mãe, uma humana que, diferentemente da raça do marido, não sobrepõe a lógica aos sentimentos. O encontro entre os principais heróis da história se dará alguns anos depois, já adultos e rivais. Interpretado pelo então desconhecido Chris Pine, Kirk quebra as regras, é explosivo e galanteador. Já Spock, vivido pelo ótimo Zachary Quinto (o vilão Sylar de Heroes), age de forma contida e tem sempre a razão a seu favor. A trama da adaptação moderna, além de introduzir os principais personagens e mostrar como foi formada a equipe da Enterprise, apresenta uma reviravolta sustentada por viagem no tempo e busca por vingança, elementos que resultam em um roteiro coeso e coerente. O romulano Nero (Eric Bana, irreconhecível) ataca naves da Federação e busca a destruição dos planetas Vulcano e Terra. No entanto, a equipe liderada pelo então Capital Pike (Bruce Greenwood, eficiente como de costume) deverá unir conhecimento, força e audácia para tentar impedir uma guerra de dimensão universal. Além de Spock e Kirk, juntam-se à equipe o nervoso McCoy (Karl Urban), o jovem Chekov (Anton Yelchin), o habilidoso Sulu (John Cho), a bela Uhura (Zoe Saldana) e o recém-chegado Scotty (Simon Pegg). O elenco, aliás, é um dos pontos altos do longa, com a escolha de nomes não tão conhecidos pelo grande público, mas talentosos. Em um momento ou outro, Star Trek apresenta situações cômicas exageradas – como o plano para colocar Kirk na Enterprise –, em busca de leveza para um enredo não muito simples. Outro exagero é a insistência de Abrams em deixar aparente a sua direção autoral, com reflexos de luz nas imagens a ponto de incomodar, e o velho truque da câmera tremida para causar a impressão de movimento, utilizado de forma desnecessária em algumas sequências. A comentada participação especial de Leonard Nimoy, o Spock original, que surge na película como a versão futurista de Quinto, confere aqueles que seriam, talvez, os mais belos momentos do filme, com sua voz grave e confiante, e o carisma que marcou sua carreira como o querido personagem. Título original: Star Trek Ano: 2009 Países: Estados Unidos e Alemanha.
Direção: J.J. Abrams
Com Zachary Quinto, Chris Pine, Bruce Greenwood, Eric Bana, Leonard Nimoy, Zoe Saldana, Karl Urban, Simon Pegg, John Cho, Anton Yelchin, Winona Ryder.
127 min - Colorido 6 links IMDB Site oficial Portal de cinema Omelete Jovem Nerd Cinema em cena
Escrito por Lucie Ferreira às 13h59
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Um amor de boneca
Comédia dramática sobre ilusão e solidariedade emociona e faz rir Jovem, talentoso e discreto. Estes são os principais adjetivos para descrever Ryan Gosling, ator raro em Hollywood pela escolha de papéis em filmes tão diversos como O Mundo de Leland, Diário de uma Paixão, A Passagem e Um Crime de Mestre, além da discrição com a qual leva a vida, afastado de escândalos e fofocas. Em A Garota Ideal, o astro canadense de 28 anos comprova, mais uma vez, porque é um dos grandes nomes do cinema atual, dando preferência para papéis que exigem atuações confiantes a potenciais sucessos de bilheteria. Lançado em 2007 nos Estados Unidos, a película chega com considerável atraso aos cinemas brasileiros e em número de salas restrito devido à avalanche de blockbusters como Wolverine, Star Trek e Anjos & Demônios. Embora não tenha recebido a devida atenção por parte dos exibidores e do público, o longa é uma grata surpresa que merece ser conferida. O roteiro original de Nancy Oliver (autora de vários episódios da série Six Feet Under) mostra a evolução do tímido Lars (Gosling) após comprar uma boneca sexual e apresentá-la à família e colegas de trabalho como uma missionária mestiça de brasileira e dinamarquesa que conheceu pela internet. O choque inicial do irmão Gus e da cunhada Karin (Paul Schneider e Emily Mortimer, ótimos como todo o elenco) leva o casal a buscar a ajuda de Dagmar (Patrícia Clarkson), médica da família que os aconselha a aceitar Bianca, a boneca, como forma de tratar o rapaz do momento ilusivo pelo qual atravessa. Em poucos dias, a pequena cidade onde habitam estará ciente da situação e se esforçará para que esse sinal de loucura resulte na reabilitação de Lars: toda vez que o rapaz é visto com a boneca, empurrando gentilmente a cadeira de rodas e sussurrando palavras em seu ouvido, amigos e colegas reagem com naturalidade para mostrar o quanto ele e a namorada são queridos. Embora muitas situações envolvendo Bianca sejam engraçadas, o drama reside no fato de Lars ser um sociopata que só consegue disfarçar a fobia do convívio social graças à boneca, tratada com tanta dignidade por todos que é quase possível acreditar em seu caráter. É a partir da chegada dela que, aos poucos, o rapaz perde o temor de ser tocado, abraçado e de confessar seus medos à médica. E, mesmo que Bianca seja uma boneca sexual, a timidez de Lars impede qualquer tipo de contato íntimo, fazendo com que o espectador acredite que exista entre os dois um tipo de relação que preza pelo respeito. Vale destacar que, apesar do talento de Nancy Oliver, o roteiro de A Garota Ideal não levou o prêmio da Academia na categoria (ainda que os demais indicados não contemplados também fizessem jus, é notável a qualidade do trabalho). Ao invés de reconhecer essa bela e sensível história, os votantes preferiram os diálogos artificiais de Diablo Cody para o superestimado Juno. Título original: Lars and the Real Girl Ano: 2007
País: Estados Unidos.
Direção: Craig Gillespie
Com Ryan Gosling, Emily Mortimer, Paul Schneider, Patricia Clarkson, Kelli Garner, Nancy Beatty, R.D. Reid.
106 min - Colorido 6 links IMDB Site oficial Rotten Tomatoes Omelete Folha de S. Paulo Zanin – Cinema, Criticas e Festivais
Escrito por Lucie Ferreira às 07h42
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Filmes de 2008 (parte I)
Este Top 30 é baseado nos lançamentos de 2008 no Brasil – cinema, direto em DVD e produções recentes exibidas na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
01) Sangue negro (There will be blood)
A obra-prima de Paul Thomas Anderson impressiona pela direção primorosa, pela fotografia árida e pelas atuações magistrais de todo o elenco. O consagrado Daniel Day-Lewis, mais uma vez, vivencia um personagem com fervor ímpar. Mas, infelizmente, Sangue negro peca pela trilha sonora absurda de Jonny Greenwood, que funciona como anti-clímax para o enredo.
02) Onde os fracos não têm vez (No country for old men)
Produzido, adaptado e dirigido pelos Irmãos Coen – que também dividem os créditos de montagem sob o pseudônimo de Roderick Jaynes – Onde os fracos não têm vez exala a paixão e a criatividade dos cineastas pelo cinema. Um filme tenso, silencioso e surpreendente, que gerou um dos personagens mais enigmáticos da sétima arte: o assustador Anton Chigurh (Javier Bardem).
03) O escafandro e a borboleta (Le scaphandre et le papillon)
Como retratar o trágico derrame do editor da revista Elle francesa, Jean-Dominique Bauby, sem parecer piegas? O diretor Julian Schnabel conseguiu a resposta com um filme equilibrado: é comovente, pertubador, engraçado e inesquecível. Após a doença, o único meio de Jean-Do se comunicar com o mundo exterior era através de piscadelas com o olho esquerdo.
04) Na natureza selvagem (Into the wild)
O longa-metragem dirigido por Sean Penn e protagonizado por Emile Hirsch (jovem, talentoso e bonito) encanta pela narrativa, pela locações belíssimas, pelas atuações, pela fotografia e pela trilha sonora inspirada de Eddie Vedder. Uma película surpreendente e envolvente, que capta os sentimentos mais profundos do espectador e o faz pensar pela singularidade da história.
05) Batman: O cavaleiro das trevas (Batman: The Dark Knight)
O grande blockbuster do ano estreou marcado pela morte prematura de Heath Ledger, que interpreta o Coringa. Polêmicas à parte, o filme não pertenceu ao sádico vilão, mas a um conjunto de fatores, que inclui as brilhantes presenças de Aaron Eckhart e Gary Oldman, os efeitos visuais, o roteiro... E, cá entre nós, trocar Katie Holmes pela Maggie Gyllenhaal teve um resultado positivo.
06) A família Savage (The Savages)
Comédia dramática com um elenco liderado pelos ótimos Laura Linney e Phillip Semour Hoffman. Simples, engraçado e sincero.
07) Não estou lá (I'm not there)
Drama musical inspirado nas canções e em fatos da vida do compositor folk Bob Dylan, onde seis atores interpretam cada uma de suas facetas.
08) Linha de passe
Grande obra de Walter Salles e Daniela Thomas. Prova o quanto Salles é um exímio diretor de elenco e um dos mais importantes cineastas da atualidade.
09) O Gângster (American Gangster)
Ridley Scott volta à boa forma com este thriller dramático que retrata a ascensão do gângster Frank Lucas (Denzel Washington) em Nova York.
10) Desejo e reparação (Atonement)
Uma paixão que sobreviveu às mentiras e aos tempos de guerra. Destaque para o sensacional plano-sequência do desembarque na praia e a trilha sonora de Dario Marianelli.
11) Trovão Tropical (Tropic Thunder)
Comédia de ação dirigida, estrelada, co-escrita e co-produzida por Ben Stiller. Deve ser lembrado como “o filme que Robert Downey Jr roubou”.
12) Queime depois de ler (Burn after reading)
Após um filme sério como Onde os fracos não têm vez, os Irmãos Coen voltam à forma com uma comédia sobre espionagem e pessoas estúpidas.
13) Os indomáveis (3:10 to Yuma)
James Mangold, um dos diretores mais versáteis da atualidade, juntou um grande elenco uma ótima equipe para reviver os tempos dos westerns neste ótimo filme.
14) O casamento de Rachel (Rachel getting married)
Anne Hathaway livra-se do estigma de moça boazinha e interpreta uma viciada problemática neste drama do ótimo Jonathan Demme.
15) Wall-E
Animação da Pixar inferior ao brilhante Ratatouille. Uma obra-prima máxima na primeira metade, depois se torna um filme mais convencional.
16) Apenas uma vez (Once)
Musical irlandês anti-clichê recheado de belas canções – Falling Slowly, inclusive, ganhou o prêmio da Academia.
17) Control
Cinebiografia sobre Ian Curtis, vocalista do Joy Division. Com direção do holandês Anton Corbijn, é indispensável para fãs de rock.
18) Na mira do chefe (In Bruges)
Colin Farrell em uma das melhores atuações de sua carreira. Comédia de humor negro filmada em Bruges, cidade medieval belga.
19) Um beijo roubado (My blueberry nights)
Primeiro filme em língua inglesa do chinês Wong Kar-Wai. Estrelado por Norah Jones, Jude Law, Rachel Weisz, Natalie Portman e David Strathairn.
20) Vicky Cristina Barcelona
Depois de Nova York e Londres, Woody Allen resolveu contextualizar seu mais novo filme na multicultural Barcelona. Penélope Cruz rouba todas as cenas.
Escrito por Lucie Ferreira às 20h32
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Filmes de 2008 (parte II)
Outros filmes que merecem ser vistos
Rebobine, por favor (Be Kind Rewind)
Amar não tem preço (Hors de prix)
O sonho de Cassandra (Cassandra's dream)
Juno
Sweeney Todd: O barbeiro demoníaco da Rua Fleet (Sweeney Todd: The demon barber of Fleet Street)
Homem de Ferro (Iron Man)
A vida é dura (Walk Hard: The Dewey Cox Story)
Margot e o casamento (Margot at the weeding)
O banheiro do papa (El baño del papa)
Ensaio sobre a cegueira (Blindness)
Quebrando a banca (21)
Vestida para casar (27 dresses)
Filmes razoáveis
Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull)
Agente 86 (Get Smart)
Ensinando a viver (The Martian child)
O primeiro a chegar (Le premier venu)
Um plano brilhante (Flawless)
Três vezes amor (Definitely, maybe)
Antes de partir (The bucket list)
Filmes fracos
Meu nome é Taylor, Drillbit Taylor (Drillbit Taylor)
Guerra S/A (War Inc.)
Eu sou a lenda (I am legend)
Fim dos tempos (The Happening)
El Greco
Escrito por Lucie Ferreira às 20h09
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Seriedade na berlinda
Comédia sarcástica dos Irmãos Coen satiriza o universo da espionagem
O ano de 2008 foi um marco para a carreira dos irmãos Ethan e Joel Coen, que dividiram o Oscar, premiação mais prestigiada do cinema, nas categorias de melhor filme, direção e roteiro adaptado pelo longa Onde os fracos não têm vez, além de dezenas de outros prêmios importantes como o Globo de Ouro (roteiro) BAFTA (direção) e o Directors Guild of America. Em Queime depois de ler, a mais nova empreitada dos cineastas após o sucesso critico e comercial do trabalho anterior, aposta-se na comédia de humor negro repleta de mal-entendidos e absurdos, como vista em Fargo e O Grande Lebowski.
A demissão de um analista da Agência Central de Inteligência (CIA) é o ponto de partida para uma trama cujo mote é a frase “a inteligência é relativa”. Julgando-se esperto, mas incapaz de perceber o adultério da própria mulher com um dos frequentadores de sua casa, o alcoólatra Osbourne Cox (John Malkovich) planeja escrever um livro de memórias sobre o trabalho e as pessoas com quem conviveu durante os anos em que prestou serviços à CIA. Mas quando um CD com seus dados vai parar nas mãos da dupla de chantagistas Chad (Brad Pitt) e Linda (Frances McDormand), após ser encontrado no vestiário de uma academia, ele terá de testar sua paciência e sangue-frio em uma missão inesperada.
Ao parodiar o universo da espionagem - geralmente tratado com seriedade pelo cinema - e transformá-lo em uma comédia satírica, Ethan e Joel Coen relacionam seus personagens de forma semelhante às obras de Alejandro González Iñárritu (21 gramas), mas sem apelar para a montagem não linear. Todos têm algum tipo de relação, como a teoria dos seis graus de separação, sendo que nessa película ela é bem mais estreita. Harry Pfarrer (George Clooney), o amante de Katie Cox (Tilda Swinton), é mulherengo e conhece Linda por meio de um site de relacionamentos; Linda, por sua vez, é uma mulher solitária e desesperada para encontrar um homem; o CD com as memórias de Osbourne é perdido por incompetência da funcionária do advogado de sua esposa; a CIA é alertada sobre as pretensões do ex-analista porque foi informada pelo consulado da Rússia que, por sua vez, foi procurado pelos chantagistas, que acreditavam na existência de algum tipo de interesse internacional no conteúdo escrito por Osbourne.
Em alguns momentos, Queime depois de ler lembra a comédia oitentista Top Secret!, dirigida por Jim Abrahams e estrelada por Val Kilmer, mas sem o exagero e as gags visuais. E embora o roteiro consiga por si só destacar os elementos mais ridículos de suas personagens centrais, Brad Pitt encarna um personal trainer desnecessariamente estereotipado e exagerado, cheio de caras e bocas, comprovando sua fraca verve para comédias, enquanto a excelente Frances McDormand incorpora Linda Litzke com naturalidade e carisma. No final do filme, fica uma sensação bastante familiar aos admiradores dos Coen: eles conseguiram de novo.
Título original: Burn after reading
Ano: 2008 Países: Estados Unidos, França e Grã-Bretanha. Direção: Ethan Coen e Joel Coen Com George Clooney, Frances McDormand, John Malkovich, Tilda Swinton, Brad Pitt, Richard Jenkins. 96 min - Colorido
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Cinema, cultura e afins (Estadão)
Cinema em cena
IMDB
Omelete
Rotten Tomatoes
Site oficial
Escrito por Lucie Ferreira às 10h35
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Cinéfilo incorrigível
Crítico de cinema mais famoso do país, Rubens Ewald Filho conta como elevou a paixão pela sétima arte ao patamar profissional
O jornalista e escritor Rubens Ewald Filho, conhecido pelo público brasileiro como o homem do Oscar, é considerado, no País, o comentarista oficial da mais famosa premiação do cinema mundial. No dia 20 de outubro, deste ano, o crítico falou sobre sua carreira e o despertar do interesse pelo cinema em um debate organizado pela 32ª Mostra Internacional de Cinema, que acontece anualmente na cidade de São Paulo.
Rubens, que atualmente tem 63 anos de idade e 41 de carreira, descreveu sua vida como uma mistura dos filmes A Rosa Púrpura do Cairo, de Woody Allen, e História Sem Fim, de Wolfgang Petersen, devido ao teor fantástico dessas películas. O primeiro porque retrata o encontro entre uma espectadora e seu personagem de cinema favorito; o segundo mostra um garoto que passa a fazer parte da história de um livro que está lendo. Nascido em Santos, no litoral paulista, Filho conserva até os dias de hoje os cadernos que começou a escrever aos dez anos, com as fichas técnicas e as cotações de cada filme a que assistia. Segundo ele, as anotações têm grande importância em sua vida porque sistematizaram a paixão pelo cinema e a capacidade crítica. Os cadernos, aliás, deram origem a um de seus livros, Dicionário de cineastas, cuja primeira edição foi publicada em 1977.
Memória filmográfica
Embora não se recorde dos acontecimentos da infância, o crítico jamais esqueceu o primeiro filme que viu, Tarzan e as Sereias, de Robert Florey. Em clima de nostalgia, Rubens recordou que ir ao cinema na década de 1950 tinha um tom cerimonial: quando a sessão estava prestes a começar, os espectadores ficavam em silêncio, uma reverência ao espetáculo. Naquele momento, ele lembra, entrava em um mundo de fantasia onde tudo era possível e com um final feliz, bem diferente da vida real. Ao comparar o cinema clássico ao contemporâneo, Rubens nota a decadência dos valores morais nas obras da atualidade, com uma maciça glorificação da violência, da baixaria e da prostituição. “A crítica, infelizmente, acaba exercendo um papel negativo ao ridicularizar filmes belos que valorizam justamente as questões morais”, declara.
A respeito do cinema brasileiro, o jornalista destaca o cineasta fluminense Walter Lima Júnior, que estreou na direção com o clássico Menino de Engenho, em 1965. Outros filmes nacionais citadados pelo crítico são A Grande Cidade, de Cacá Diegues; Vidas Secas, de Nelson Pereira dos Santos; e Terra em Transe, de Glauber Rocha. Mas as produções brasileiras da atualidade não são ignoradas por Rubens. “Os jovens cineastas brasileiros são responsáveis por trazer vitalidade ao nosso cinema”, conclui.
Prazer em rever
No próximo ano, Rubens Ewald Filho celebrará a impressionante marca de 30 mil filmes vistos ao longo da vida. Mas o crítico também gosta de rever uma boa obra cinematográfica, como a italiana Oito e Meio, de Federico Fellini, e 2001: Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick, além das películas do cineasta sueco Ingmar Bergman, autor de O Sétimo Selo e Persona. “Sou uma das poucas pessoas que teve a sorte de transformar um hobby em profissão”, admite.
Paladar visual
Para o cineasta, a culinária exerce um papel importante para a compreensão da cultura de uma nação. Ao notar que muitos filmes comprovavam essa teoria e encantavam o público pelo apetite, Filho co-escreveu com a jornalista Nilu Lebert o livro O cinema vai à mesa, uma coletânea formada por receitas de pratos representados em obras como Dona Flor e Seus Dois Maridos, de Cacá Diegues, e Maria Antonieta, de Sofia Coppola. Além da oportunidade de experimentar o lado gatronômico do cinema, o leitor também encontra na obra informações especiais sobre os filmes que o inspiraram.
Escrito por Lucie Ferreira às 20h28
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Memórias emersas
Cineasta austríaco destrincha lembranças adormecidas em suspense psicológico
A mente humana é um dos tópicos mais representados pela literatura, pelo teatro e pelo cinema. A partir da psique, o autor lança seu olhar sobre temas recorrentes como a memória, a lembrança, o arrependimento, o trauma... Em Caché, o diretor e roteirista austríaco Michael Haneke desvenda a consciência de Georges Laurent (Daniel Auteuil), apresentador de um programa de televisão sobre literatura que se sente ameaçado por um voyeur que conhece seu passado. Proveniente de uma família de classe média francesa, Georges vive em Paris com a esposa Anne (Juliette Binoche) e o filho Pierrot (Lester Makedonsky). Memórias obscuras que remontam um acontecimento de sua infância vêm à tona quando ele passa a receber fitas de vídeo com imagens da fachada da casa onde vive, ligações anônimas e desenhos supostamente feitos por uma criança. É como se o pequeno monstro que habitava as profundezas de seu subconsciente insistisse em retornar para revelar-se aos familiares, aos amigos e aos colegas de trabalho. Habilidoso com a linguagem cinematográfica, Haneke inicia sua obra com o plano estático de uma tranqüila travessa parisiense. A imagem mostra a fachada da casa de Georges e é o fio condutor da trama, que embora apresente uma narrativa semelhante a de um suspense hitchcockiano, adquire nuances bergmanianas ao analisar os conflitos psicológicos de seu protagonista. O enredo funciona como o fluxo da memória de Georges: aos poucos, ele recorda lembranças fictícias da infância; pequenas mentiras que resultaram no trágico destino do garoto Majid, filho de imigrantes algerianos mortos durante uma repressão policial na década de 1960. A paranóia do casal Laurent serve como referência às atitudes do homem contemporâneo, sempre desconfiado de tudo e de todos, e que se volta contra o primeiro a manifestar o menor sinal de ameaça – seja ele verdadeiro ou não. Georges não hesita em fazer acusações fundamentadas em seu próprio medo, sem provas concretas ou testemunhas. Age por instinto em busca apenas da suposta verdade. A ausência de trilha sonora confere um tom ainda mais obscuro à história, uma vez que o clímax é criado pelo impacto das imagens e o silêncio funciona como atmosfera para o desenvolvimento da trama. Caché incomoda e instiga a imaginação; é um exercício para refletir sobre a verdade que existe em cada um de nós, acreditando-se nela ou não.
Título original: Caché Ano: 2005 Países: França, Áustria, Alemanha e Itália. Direção: Michael Haneke Com Daniel Auteuil, Juliette Binoche, Maurice Bénichou, Lester Makedonsky, Annie Girardot, Daniel Duval. 117 min - Colorido
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Contracampo
Folha Online
IMDB
Omelete
Roger Ebert
Site oficial
Escrito por Lucie Ferreira às 23h40
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TOP 6
Esquizofrênicos Retratar um esquizofrênico nas telas do cinema não é uma tarefa fácil: deixar implícita diferença entre o mundo real e o imaginário, e surpreender o público com uma revelação. Digamos que Hollywood conseguiu fazer a lição direitinho em seis filmes que impressionam, comovem ou divertem. Depende da cabeça de cada um.
1) Norman Bates (Anthony Perkins) – Psicose (Psycho) Cara: filho dominado pela mãe possessiva. Coroa: assassino sangue frio.
2) John Nash (Russell Crowe) - Uma mente brilhante (A Beautiful Mind) Cara: matemático brilhante. Coroa: homem doente tentando discernir o real do imaginário.
3) Narrador (Edward Norton) - Clube da Luta (Fight Club) Cara: homem insone e consumista. Coroa: revolucionário anarquista.
4) Coringa (Heath Ledger) - Batman: O Cavaleiro das Trevas (Batman: The Dark Knight) Cara: criminoso sádico e anarquista. Coroa: esquizofrênico fora-da-lei.
5) Trevor Reznik (Christian Bale) - O Operário (The Machinist) Cara: operário anoréxico e introspectivo. Coroa: operário arrependido com um segredo do passado.
6) Peter Evans (Michael Shannon) – Possuídos (Bug) Cara: veterano de guerra. Coroa: homem doente e perseguido.
Menções honrosas: Donnie Darko (Jake Gyllenhaal) - Donnie Darko (Donnie Darko) Prof. Robert (Anthony Hopkins) - A Prova (Proof) Malcom Rivers (Pruitt Taylor Vince) - Identidade (Identity)
Escrito por Lucie Ferreira às 21h29
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SHOW
Muse: banda estilosa no som e no figurino
Quem? Muse
O que? Rock alternativo
Quando? 31 de julho
Onde? HSBC Brasil, em São Paulo
Como e porque? Considerada uma das bandas mais espetaculares ao vivo, o Muse trouxe ao Brasil toda a energia e competência de seu mais recente trabalho, "H.A.A.R.P.", álbum gravado durante a apresentação do trio no lendário estádio de Wembley, na Inglaterra. O show dos ingleses no HSBC Brasil só foi prejudicado pelo local: uma casa abafada e com uma estrutura pequena demais para um concerto de rock, tanto no quesito tamanho como qualidade de som. Formado por três excelentes músicos (o vocalista, guitarrista e pianista Matt Bellamy; o baixista Christopher Wolstenholme; e o baterista Dominic Howard), o Muse abriu com a épica Knights of Cydonia, que instantaneamente obrigou o público da pista a pular e até mesmo participar de alguns moshes involuntários. Em seguida, o grupo emendou a potente Hysteria – e o show estava apenas começando. A postura discreta com o público (alguns tímidos “obrigado” de Bellamy, carregados de sotaque, e um elogio de Howard ao “melhor público do mundo”) apenas enfatizou que o Muse estava lá para fazer o que sabia de melhor: rock, distorções, solos e muito barulho. Os raros momentos de baladas eram superados por alguma demonstração da verve roqueira de Bellamy. Na segunda metade da apresentação, Invincible, New born, Starlight, Time is running out e Plug in baby, tocadas em seguida, marcaram o auge da noite. Imensas bexigas brancas cheias de papel picado foram soltas para a platéia. A interação gerou sorrisos surpresos e ainda mais gritos. Ao final, Take a bow marcou a despedida. Não será difícil o Muse voltar ao Brasil com um show ainda melhor.
6 links
Álbum de fotos do show do Muse em São Paulo (UOL Música)
Insanidade Me(n)tal (O Grito)
Muse (site oficial)
Muse e a tenda de truques do Britpop (Estadão)
Muse faz show digno de estádio em São Paulo (Estadão)
Muse, sozinho no atual mundo pop, põe 3.500 pessoas para pular em SP (UOL Música)
Escrito por Lucie Ferreira às 14h25
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Filmes do primeiro semestre de 2008 Todos os filmes lançados no Brasil de 1º de janeiro a 30 de junho de 2008 que tive a oportunidade de conferir até o momento. Uma observação que eu gostaria de fazer é que o excelente Senhores do Crime - lançado oficialmente no país este ano - estaria entre os cinco melhores, mas assisti a ele apenas em 2007, durante a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo (na lista geral de 2007, ele ficou em primeiríssimo lugar).
01) Sangue Negro (There will be blood) 02) Onde os fracos não têm vez (No country for old men) 03) Na natureza selvagem (Into the wild) 04) A família Savage (The Savages) 05) Não estou lá (I'm not there) 06) Desejo e reparação (Atonement) 07) Os indomáveis (3:10 to Yuma) 08) Apenas uma vez (Once) 09) Control 10) O sonho de Cassandra (Cassandra's dream) 11) Juno 12) Sweeney Todd: O barbeiro demoníaco da Rua Fleet (Sweeney Todd: The demon barber of Fleet Street) 13) Homem de Ferro (Iron Man) 14) O banheiro do papa (El baño del papa) 15) Agente 86 (Get Smart) 16) Três vezes amor (Definitely, maybe) 17) Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull) 18) Meu nome é Taylor, Drillbit Taylor (Drillbit Taylor) 19) Eu sou a lenda (I am legend) 20) Fim dos tempos (The Happening)
Escrito por Lucie Ferreira às 13h45
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SHOW
 O trio inglês Fujiya & Miyagi...
 ...E os conterrâneos do The Go! Team
Quem? Fujiya & Miyagi e The Go! Team O que? Música eletrônica, krautrock, indie rock, hip hop, funk. Quando? 28 de junho Onde? Parque do Ibirapuera, no Motomix Como e porque? Proveniente da cidade inglesa de Brighton, o grupo Fujiya & Miyagi brindou o público com uma apresentação bastante oitentista e empolgante. Formado por Steve Lewis (sintetizadores) David Best (vocais e guitarra) e Matt Hainsby (baixo), o trio faz um som que mistura Kraftwerk ao pós-punk, com sonoridade de New Order. Os vocais sussurrados de Best e o estilo funk do baixo de Hainsby resultaram em músicas para relaxar e dançar. Quando o The Go! Team subiu ao palco, logo após Fujiya & Miyagi, a platéia já estava ansiosa. O grupo mais conhecido do festival, que incluiu artistas brasileiros, mostrou sua criatividade musical inspirada em trilhas sonoras e cantos de líderes de torcida. Também de Brighton, o sexteto mostrou competência na execução ao vivo de suas músicas, apoiado principalmente pela enérgica vocalista Ninja e seu figurino que destoava de toda a banda. Com músicos multiinstrumentistas e duas baterias, The Go! Team é um dos exemplos de bandas que funcionam melhor ao vivo: os trabalhos em estúdio acabam soando como ensaios pretensiosos.
Escrito por Lucie Ferreira às 13h46
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SHOW
Crédito da foto: Daigo Oliva/G1
Quem? Macy Gray
O que? R&B, soul, neo soul, pop, pop rock
Quando? 1° de junho
Onde? Parque Villa Lobos (São Paulo), no Telefônica Open Jazz
Como e porque? Dona de uma voz rouca e poderosa, de estilo e atitude cool, e muita simpatia, Macy Gray subiu ao palco do Parque Villa Lobos com vestido vermelho e cabelos étnicos desgrenhados como de costume. No entanto, sua primeira aparição ao público, que a aguardava ansiosamente, foi em uma participação no show do jazzista Herbie Hancock Quartet. Como uma diva do jazz, ela estava com os cabelos arrumados e roupas adequadas para o domingo garoento. Já em seu show solo, a cantora incorporou o espírito do R&B, com um gingado de quem queria ver a platéia dançar e se divertir.
Acompanhada por ótimos músicos (destaque para o guitarrista e para a percussionista) e duas backing vocals, Macy Gray surpreendeu com seu cover de “Creep”, primeiro sucesso da banda britânica Radiohead, que ganhou tons mais melancólicos em sua voz. A cantora também fez uma homenagem ao pop dançante, entoando o refrão de “Groove is in the heart”, do one hit wonder Deee-Lite. O momento “balada a dois” ficou por conta de belas canções como “Sweet baby” e “I try”.
Escrito por Lucie Ferreira às 16h21
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